A diferença entre a residência e o lar



O arquiteto pensa a casa, ele projeto os espaços, divide os ambientes, calcula as aberturas, verifica a insolação, as chuvas, ajusta as circulações, áreas verdes e outros, tudo para construir uma residência. Porém, somente as pessoas que moram naquele lugar terão o poder de transformar este espaço em um lar de verdade.

Um lar tem o cheiro do café da manhã, tem o barulho do liquidificador, pode ter cachorro latindo, o gatinho pedindo ração, as crianças correndo, televisão ou rádio ligado. Nada disso o arquiteto será capaz de entregar ao cliente.

Serão os moradores que terão o poder de transformar a casa que projetamos em lares de verdade onde muitas vezes aparecem intactas e impecáveis nas fotografias de publicações do gênero. E quase sempre as casas na realidade não serão impecáveis. Os lares de verdade terão chinelos nos cantinhos e mantas penduradas na cadeira. Um copo de água que ficou esquecido e se tiver crianças, alguns (leia-se muitos) brinquedos espalhados pelo chão.

Residências projetadas por arquitetos terão os revestimentos da tendência do ano. O que está na moda no Instagram e Pinterest. Mas é no lar que terá aquela foto de família que só a mãe gosta. Aquela bugiganga que a tia trouxe da última viagem e nos banheiros, nem sempre as toalhas irão combinar. E assim vai se construindo um lar.

E o meu recado de hoje é para que o cliente jamais deixe o arquiteto interferir nos símbolos e desejos que farão sua casa um verdadeiro lar para a sua família. E que nenhum arquiteto, inclusive eu, deixe de ter o poder de ouvir e traduzir as reais necessidades de seus clientes. Enfim, que toda residência possa um dia ser lar.

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